segunda-feira, 17 de maio de 2010

BRUNA TANG, PORTRAIT by Marco Angeli


Alegre e serelepe como sempre, Bruna Tang foi 
presenteada pelo seu husband, Drico Mello, com um retrato
que tive o prazer de pintar.
Bruna atua no fashion business como modelo e 
empresária da confecção L'il Rock onde desenha peças
muito bacanas cheia de caveirinhas e afins para
os babys mais descolados e roqueiros.
Drico e eu já nos conhecemos há muito, fizemos  
trabalhos bacanas juntos. Drico é diretor da Bro's,
produtora de vídeos forte, e há anos pintei um painel sobre
cinema para ele com 22 metros de largura,
que foi depois desmontado e se encontra hoje

 
O início da pintura, carvão e pastel sobre canvas 

Bruna, cover da OE 

No studio, finalizando

Detalhe, Bruna Tang

O retrato foi pintado de surpresa -até para mim- e Bruna
o recebeu em seu mother's day. Bacana.
Por falar nisso, Drico também recebeu, de Bruna, seu retrato
com Bento, no dia dos Pais. 

 
Bruna Tang, maio de 2010, carvão, pastel e acrílico
sobre canvas, 120 x 100 cm 

Drico, da Bro's, e Bruna, uma dupla

Bento, a razão de tudo, e o Mommy's Day.

Parabéns pro Drico e pra Bruna, e vamos nessa.

Marco Angeli, maio de 2010 

domingo, 16 de maio de 2010

B'NAI MITZVÁ by Marco Angel

Acabo de terminar a pintura que representa
a cerimônia B'nai Mitzvá, do menino Abram Grossmann.
A cerimônia insere o jovem judeu como membro maduro
da comunidade judaica -Bar Mitzva, o filho do mandamento.
O menino é chamado pela primeira vez para a leitura do Torah,
 o Pentateuco para os cristãos, quando completa
13 anos e um dia, e passa a tornar-se responsável pelos
seus atos. Na pintura, Abram com seu pai, Fábio Grossmann,
com seu cachorro Gordon.

 Fábio e Abram Grossmann, pintura em carvão e acrílico
sobre canvas, 130 x 100 cm 

Marco Angeli, maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

CARTA PRA MINHA MÃE by João Barboza

Eu pensava, hoje, em escrever sobre minha mãe.
Ou para ela.
Mas encontrei o texto de João Barboza, e de repente
entendi que esse texto expressava, com muito mais eloquência
do que eu conseguiria, o que se passava dentro de mim.
Assim, aí vai, muito bonito e assombrosamente 
parecida com as histórias de muitos de nós:


 
Carta prá minha Mãe
quarta, 7 de abril de 2010 às 12:42

"Mãe, faz tempo , que eu só converso com você em pensamento,
 afinal já faz vinte anos que o tempo nos separou.
 E eu lutei muito para me separar daquela imagem tua
 no hospital A.C.Camargo em que sua partida era iminente.
 Você tava pálida e ainda conseguiu sorrir.
Eu chorei, por dentro e saí, porque eu sabia, que era o
seu último sorriso prá mim.
 E posso te dizer, como o apresentador, passou um
 filme na minha cabeça...
E nele você, representava todos os papéis, e principalmente de
heroína, mas não essas heroínas de mentira,
 que a gente acredita, mas uma heroína do lado dos
 perdedores, dos desvalidos.
 Eu me lembro de episódios seus, capítulos portanto de um
 dramalhão baiano, que você foi prejudicada e nunca perdeu
a altivez, a categoria, retribuiu com sua história e seu lema maior
 " Fazer o bem, sem olhar a quem ".
 E todos os seus ensinamentos eram em rima, como um cordelista,
 e isso nos divertia.
 Quando não queria que a gente saísse à noite, soltava um
 " Boa romaria faz, quem na sua casa fica em paz. "
 Quando era pra gente pensar nos nossos atos:
 " Cabeça de barco, não tem tutano."
E por aí, nos educava em sua pedagogia do oprimido,
mesmo sem saber do Paulo.
No ritual do enterro fiquei equidistante, procurando me isolar
daquela pantomima tétrica.
 O que era aquele corpo envolvido em flores?
 Você nem gostava de flôres fora do jardim... Admirava-as
 no pé de flor. Fora, achava burragem...
Gostava de pássaros, bichos,flores, mas cada um no seu cada qual.
 E se relacionava com todos os seres de forma admirável.
Lembra, que vc me contava da vez que teve uma gincana,
 em Marilia, e vc louca, quis ganhar uma saca de café e topou
 carregá-la nas costas... Sobre patins.
 Quase morre ou quebra as duas pernas.Mas ria do tombo.
 E enalteço a coragem,
que eu vc sabe que sou frouxo prá essas coisas.
Vc sabe,Mãe, que vc quase me deixa um trauma.
Quando eu escrevia estórias nos cadernos e vc na sua
 franqueza,dizia: - Largue dessa frescura e arruma um serviço.
E eu insistia em querer mostrar as coisas que eu escrevia,
falando das coisas do meus avós.
Vc dizia que era burragem, eguagem,jumentagem.E ria.
 Na verdade, vc não tava me proibindo, tava me alertando
que a poesia não dá camisa e nós precisávamos de mais gente
 trabalhando prá poder comer...Eu entendi.
Passado, muitos anos, eu agora pai, parece que eu tinha uma calota
protetora dessa burragem, e agora me valho dela
 para resgatar aquelas estórias, que contraditoriamente,
 vc fazia questão de me contar, nos fins de tarde.
É claro, que não as conto,com todo seu brilhantismo,
mas as estórias são tão boas, que o povo lê e tá gostando.
 E eu,enxerido, sigo, me apropriando desse patrimônio
que me deixaste,sua alegria.
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Eu convivo com algumas adesões, que o tempo me permitiu,
aos cincoenta anos, tenho uma pressão arterial, que não mais minha,
 ja que a regulo quimicamente, prá fugir de um enfarte.
Tenho uma barriga indecente, pros padrões hedonistas
 e de saúde,e continuo preguiçoso prá fazer esportes.
Cada vez que escrevo te ressuscito,
 para poder fazer coautora dessas burragens que cometo.
Eu precisava te dizer isso. Sua bença."

João Barboza
joaobarboz@gmail.com,
joaobarboz@hotmail.com