Em setembro terminei uma série de dez pinturas
para a loja Laserland do Shopping Higienópolis, em São Paulo.
A Laserland é conhecida por ter em seu acervo gravações
originais principalmente de jazz e blues, e uma coleção de filmes
invejável, difíceis de se achar em outro lugar.
Billie Holiday faz parte dos artistas que hoje
estão nas paredes da loja,
retratados por mim, e é um trabalho que me traz
grande satisfação, à nível pessoal.
A Laserland é conhecida por ter em seu acervo gravações
originais principalmente de jazz e blues, e uma coleção de filmes
invejável, difíceis de se achar em outro lugar.
Billie Holiday faz parte dos artistas que hoje
estão nas paredes da loja,
retratados por mim, e é um trabalho que me traz
grande satisfação, à nível pessoal.

Billie Holiday, nascida Eleanor Fagan Gough na Filadélfia
em 7 de abril de 1915, tem uma das histórias de
superação mais impressionantes que já vi.
Billie, ou Lady Day para a imensa legião de fãs,
é quase unânimemente considerada a maior de todas
as cantoras do jazz.
Quando nasceu seu pai tinha apenas 15 anos e sua mãe,
Sara Fagan, apenas 13. Seu pai era guitarrista e banjista,
e trocou a família por uma banda de jazz quando
Eleanor era ainda bebê. Sua mãe, abandonada e inexperiente,
a deixava com familiares e amigos.
Negra e pobre, aos 10 anos foi violentada por um
vizinho e castigada por isso, sendo internada em
uma casa de correção.
Aos 12 anos trabalhava lavando assoalhos em um bordel
e aos 14 -em New York com a mãe- acaba
se prostituindo.
Em 1930 a mãe e filha, desesperadas, recebem ordem
de despejo por falta de pagamento do lugar onde moravam.
Billie, transtornada, sai à rua para conseguir algum
dinheiro. Entrou em um bar do Harlem e se ofereceu
para dançar.
Foi um desastre terrível.
O pianista, penalizado com a situação da menina, perguntou
se ela sabia cantar. Billie cantou.
Billie nunca havia tido qualquer educação musical e seu
único aprendizado era escutar Bessie Smith e
Louis Armstrong.
Billier cantou, e saiu do bar com um emprego fixo.

em carvão e acrílico sobre canvas
Começou a cantar em diversas casas e três anos depois
atraiu a atenção do crítico John Hammond, que a levou
para a big band de Benny Goodman, onde gravou seu
primeiro disco.
Mudou seu nome para Billie Holiday e começou a cantar
nas casas noturnas do Harlem.
Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. Foi
uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos
numa época de segregação racial intensa nos EUA, 1930.
Consagrou-se finalmente apresentando-se com as orquestras
de Duke Ellington e Teddy Wilson, ao lado de
Louis Armstrong. Billie Holiday foi uma das mais
comoventes cantoras de jazz de sua época e a incrível
profundidade e sensualidade - que trazia para todas as
suas interpretações- a aproximaram de Lester Young, com
quem em 4 anos gravou cerca de 50 canções cheias de swing
e cumplicidade. Foi o mesmo Lester Young quem a apelidou
de Lady Day, que ficou para sempre.
Depois de 1940 Billie, apesar do sucesso, cai numa fase
de depressão que se reflete em sua voz, e a levam
ao álcool e às drogas.
Pouco antes de sua morte publicou sua biografia,
em 1956, Lady Sings The Blues.
A partir do livro foi feito o filme-em 1972-que teve Diana Ross
no papel principal.
Billie Holiday morreu em New York, em julho de 1959.

Dessa série de pinturas que hoje estão na Laserland
fazem parte:
BILLIE HOLIDAY
DUKE ELLINGTON
ELIS REGINA
FELLINI
FRANK SINATRA
FRED ASTAIRE E RITA HAYWORTH
MARYLIN MONROE
MARLON BRANDO
TOM JOBIM
MILES DAVIS
Marco Angeli, setembro de 2008
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