Em 92, numa tarde de domingo, lá estava eu em Pinheiros, numa festinha cheia de gente que
eu jamais havia visto em toda a minha vida.
A razão era simples: se chamava Tania, que eu havia conhecido na noite anterior.
Ela me esnobou a tarde inteira até que eu, finalmente irritado, me levantei e fui saindo.
Só cheguei até o portão. Uma das amigas dela, a melhor amiga, Ma, me pediu que voltasse e se
desculpou por ela...ela era assim mesmo, tinha uma personalidade assim, assim...forte.
Voltei.




Casamos, nos separamos 3 anos depois. Tivemos filhos em outros casamentos. Muito aconteceu nestes anos todos...
Ela foi morar no Japão, dois longos anos, eu saí do Brasil, nossas vidas foram mudando mas o
que construímos juntos, o respeito e a amizade que sempre nos uniu permaneceu sempre.
Sempre fomos muito parecidos, solitários, lutadores, e nossas vidas, por uma estranha coincidência, funcionam em ciclos muito parecidos.
Quase todas as pessoas acabam passando apenas pelas nossas vidas, e se vão...mas...
Hoje estamos aqui, eu e ela, como sempre, e esses retratos estão aqui.
Porque existe um pacto não explícito entre nós...
De sermos amigos eternamente. E pra dizer a verdade...
Tenho muita, muita sorte mesmo.
TT e Eriane Ferraz, minha assistente, que produziu estas fotos.
Marco Angeli, fevereiro de 2007
eu jamais havia visto em toda a minha vida.
A razão era simples: se chamava Tania, que eu havia conhecido na noite anterior.
Ela me esnobou a tarde inteira até que eu, finalmente irritado, me levantei e fui saindo.
Só cheguei até o portão. Uma das amigas dela, a melhor amiga, Ma, me pediu que voltasse e se
desculpou por ela...ela era assim mesmo, tinha uma personalidade assim, assim...forte.
Voltei.





Ela foi morar no Japão, dois longos anos, eu saí do Brasil, nossas vidas foram mudando mas o
que construímos juntos, o respeito e a amizade que sempre nos uniu permaneceu sempre.
Sempre fomos muito parecidos, solitários, lutadores, e nossas vidas, por uma estranha coincidência, funcionam em ciclos muito parecidos.
Quase todas as pessoas acabam passando apenas pelas nossas vidas, e se vão...mas...
Hoje estamos aqui, eu e ela, como sempre, e esses retratos estão aqui.

De sermos amigos eternamente. E pra dizer a verdade...
Tenho muita, muita sorte mesmo.

Marco Angeli, fevereiro de 2007