terça-feira, 8 de maio de 2007

ACADEMIA BRASILEIRA DE ARTE by Marco Angeli

Uma satisfação realmente, receber o comunicado de que
estarei presente com minha biografia na edição do livro
"São Paulo - Um desafio, Um sonho - Uma Feliz Cidade",
editada pelo Instituto Biográfico do Brasil.


São Paulo c. 1945, raining day
formato 200 x 110 cm, carvão e acrílico sobre canvas


detalhe

A obra é avalizada ainda pela
Academia Brasileira de Arte, Cultura e História e tem entre
seus biografados personalidades como Antonio Ermírio de Moraes,
Ayrton Senna, Mario Amato, Washington Olivetto, Juca Chaves,
Paulo Bomfim, Ana Maria Braga, Amauri Junior, etc.
Minha presença nesta obra se deve principalmente ao 
trabalho que faço há muitos anos, retratando a cidade de
São Paulo...trabalho relativo, já que tenho um envolvimento
e uma paixão eterna por essa cidade....
Tenho alguns textos meus publicados na revista RSVP Caras
que expressam bem o que sempre senti e sinto
por São Paulo desde que - pequenininho - tentava
acompanhar meu pai nas ruas do centro...sempre e
sempre fascinado com os edifícios, os carros, as esculturas...


São Paulo, 2007
formato 130 x 120 cm, carvão e acrílico sobre canvas


detalhe

Estes dois trabalhos são recentes.
O primeiro, raining day, está exposto na galeria
Arte Aplicada, em São Paulo.
O segundo foi encomendado pela arquiteta
Mariza Cundari, outra amante de São Paulo como eu.

Marco Angeli, maio de 2007

quinta-feira, 26 de abril de 2007

GRACI HASTENREITER by Marco Angeli


Talvez este texto seja o mais difícil que já coloquei aqui.
Como este retrato foi...
Dizem os índios, em algumas tribos, que
a fotografia rouba suas almas, e por isso não se deixam
fotografar nunca...
Levei dois anos para pintar este retrato...
Porque sou ambicioso...
Ou talvez porque acredite nos índios, na minha mão,
e que eu pudesse captar a alma dessa menina...
Que foi minha amiga, minha companheira, e mais do
que isso, lutou dia a dia comigo, forte, quando
lutar o dia a dia era muito, muito penoso, quando
teve a coragem de acreditar comigo no meu
sonho, e desistir do dela.
Foi a época em que minha vida mudou,
e ela mudou comigo. Sonhos.
Vi sua força imediatamente, ainda menina...força
que ela ainda não via...mas sonhava...
E ela cresceu...e devagar foi se transformando em
uma mulher, Graci Hastenreiter.
Por isso levei dois anos para pintar este retrato.
Porque quis expressar a essência de sua alma...
Não sei, finalmente, se consegui...
Mas sei que aquela força, aquela capacidade de
lutar imensa, que vi assim que a conheci,
estão nesse retrato...
E também seu coração, talvez...
Hoje, quando nossos próprios sonhos acabaram
nos separando, esse retrato ainda permanece,
 como uma testemunha...
Que é, simplesmente, a função única de toda
a arte; permanecer como um registro.

Hoje, vejo que essa menina se transformou,
por força própria, em tudo aquilo
que eu previ há anos. E mais.
Tenho orgulho disso, claro.
E espero que um dia ela me perdoe por ter
demorado tanto pra pintar seu retrato.
Ou pra colocar este post.
E entenda porque.

Marco Angeli, quase maio de 2007

domingo, 22 de abril de 2007

CHO SEUNG-HUI E O AMERICAN WAY OF LIFE



Difícil ficar impassível diante de certas coisas.
A matéria que estou postando aqui, publicada no jornal
O Estado de São Paulo é uma delas.
Ela mostra a humilhação a que era submetido, todos os dias,
o garoto sul coreano que acabou assassinando 30 pessoas.
Tenho amigos em quase todas as partes do mundo, e o
que escuto deles, sempre, são histórias de racismo,
intolerância, segregação...
Não se trata, óbviamente, de obter uma justificativa para
o que aconteceu mas de procurar entender um sistema
social que permite o racismo justamente dentro de suas
universidades, onde isso jamais deveria ocorrer...numa
universidade, pelo menos em teoria, as cabeças
das pessoas deveriam ser mais abertas,
mais tolerantes com outros povos, outras culturas...


A matéria publicada no Estadão, dia 20 

Ou de entender porque uma sociedade que vende em
supermercados armas como uma Glock 9mm, com
pente com capacidade de 33 balas, para
garotos de 22 anos, acaba ficando tão chocada
com o resultado de seu próprio esquema social.
Não é necessário ser um gênio ou PHD em coisa alguma
pra chegar á conclusão clara que Cho Seung-hui foi o
elo fraco desse sistema.
Um elo que se rompeu trágicamente na manhã do dia 18.
Qualquer brasileiro com um pouco de bom senso
consegue ver isso claramente...
Por isso continuo adorando este país...

Marco Angeli, abril de 2007